Angolano lidera montagem de laboratórios da China em África - Plataforma Media

Angolano lidera montagem de laboratórios da China em África

Órfão de pai, Valdemar Rodrigues Augusto Tchipenhe, 23 anos, é o mais velho de quatro irmãos. Em 2014, partiu para a China para formação académica superior. Natural do Sumbe, província do Cuanza-Sul, o jovem bolseiro, licenciado em Biotecnologia, está de regresso ao país, à frente de uma equipa de cientistas da empresa chinesa BGI Genomics, para a montagem de laboratórios em algumas províncias do país, no âmbito do combate à Covid-19, depois de ter passado pelo Gabão e Togo.

Quem é Valdemar Rodrigues Augusto Tchipenhe?

É um jovem de 23 anos de idade, natural do Sumbe, província do Cuanza-Sul, bairro da Quiassala I. Sou filho de Ricardo Tchipenhe (já falecido) e de Regina Augusto Chiwale. Actualmente, trabalho como cientista aplicado em campo na empresa BGI Genomics, vocacionada à montagem de laboratórios de diagnóstico do vírus responsável pela doença Covid-19.

Quando é que surge a oportunidade de ir estudar na China?

Tudo aconteceu em finais de 2013, depois de ter terminado o ensino secundário em Ciências Físicas e Biológicas, na Escola do II Ciclo (Puniv) do Sumbe. O meu nome constou do quadro de honra da instituição, como um dos melhores alunos, e, como recompensa, fui agraciado com uma bolsa de estudo do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (INAGBE), para frequentar o Ensino Superior na República Popular da China, onde cheguei em 2014, então com 17 anos.

Como foi a adaptação, tratando-se de uma nova realidade para si?

Cheguei à China em Setembro de 2014 e os primeiros três meses não foram fáceis. Tive dificuldades em adaptar-me, uma vez que a China era um ambiente completamente diferente do que estava habituado. Foi a primeira vez que saí da minha zona de conforto. Levei algum tempo até acostumar-me com o clima, alimentação, estrutura de ensino e a cultura asiática, de um modo geral, mas essas dificuldades tornaram-me na pessoa que sou hoje.

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