Fotógrafo é ferido nos protestos e RSF denuncia violência policial em Paris

Fotógrafo é ferido nos protestos e RSF denuncia violência policial em Paris

A ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF) denunciou no sábado (28) a violência “inaceitável” das forças de segurança contra um fotógrafo sírio, ferido durante as manifestações contra a lei de Segurança Global e a repressão policial que se seguiu em Paris

Colaborador da Polka Magazine e da AFP, Ameer al Halbi, de 24 anos, que cobria a manifestação na praça da Bastilha como fotógrafo independente, “foi ferido no rosto por um golpe de cassetete”, afirmou no Twitter Christophe Deloire, secretário-geral da RSF. 

“Toda a nossa solidariedade a Ameer Al Halbi. Esta violência policial é inaceitável. Ameer veio da Síria para a França para se refugiar, como vários outros jornalistas sírios. O país dos direitos humanos não tem que ameaçá-los, senão protegê-los”, tuitou. 

Deloire também publicou uma imagem do fotógrafo com a cabeça enfaixada e o nariz ensanguentado em um leito de hospital, uma foto da fotojornalista independente Gabrielle Cezard. 

Cezard estava com Ameer Al Halbi e disse que o perdeu de vista no momento da repressão policial em uma ruela. 

“Estávamos identificados como fotógrafos e todos colados na parede. Gritamos ‘Imprensa! Imprensa!’ Havia projéteis do lado dos manifestantes. Depois, a polícia atacou com cassetetes”, contou Cezard à AFP. 

“Ameer era o único fotógrafo que não usava capacete, nem braçadeira. O perdi de vista e depois o encontrei entre as pessoas, com o rosto ensanguentado e todo enfaixado”, disse. 

Segundo Dimitri Beck, diretor de fotografia da revista Polka, que segue Ameer desde sua chegada à França, há quase três anos, os agentes da força pública quebraram-lhe o nariz e provocaram um corte na altura de sua sobrancelha, e por isso foi levado ao hospital. 

Al Halbi, que ganhou vários prêmios internacionais, entre eles o segundo prêmio na categoria “Spot News” do World Press Photo em 2017, cobriu a guerra em Aleppo, norte da Síria, para a AFP. 

Na competição de Bayeux (que premia anualmente os melhores trabalhos de correspondentes de guerra), ganhou o prêmio “Olhar dos jovens de 15 anos” por uma foto tirada para a AFP de dois homens com bebês nos braços, caminhando por uma rua em ruínas em Aleppo. Em Paris, ele fez um curso na escola de fotografia Speos. 

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