Oito países denunciam violações de direitos humanos na Coreia do Norte

Oito países denunciam violações de direitos humanos na Coreia do Norte

Oito países, entre eles os Estados Unidos, denunciaram nesta sexta-feira (11) violações dos direitos humanos na Coreia do Norte, após uma videoconferência informal a portas fechadas do Conselho de Segurança da ONU, organizada por iniciativa da Alemanha

“A situação dos direitos humanos na Coreia do Norte é horrível e fica pior a cada dia”, disseram os oito países em uma declaração conjunta lida pelo embaixador alemão Christoph Heusgen.

Ao seu lado estavam representantes diplomáticos dos Estados Unidos, França, Reino Unido, Japão, Estônia, Bélgica e República Dominicana.

“Na Coreia do Norte, as pessoas são privadas de quase todos os seus direitos humanos, liberdade de expressão, reunião pacífica, associação, locomoção, religião ou crença, entre outros”, afirmou o comunicado.

“Não existe liberdade de imprensa e não há possibilidade de oposição política ao rígido controle do regime sobre seu povo”, acrescentou.

A declaração conjunta é particularmente crítica à existência de campos de prisioneiros políticos “onde centenas de milhares de norte-coreanos, incluindo crianças, morreram em consequência de tortura, trabalho forçado, execuções sumárias, fome, violência sexual e de gênero e outras formas de tratamento desumano”.

Hoje, cerca de “100 mil pessoas estão detidas, sendo maltratadas e abusadas diariamente”, afirmam os oito países signatários do texto.

“As múltiplas e graves violações às quais as mulheres são submetida pelas mãos do Estado, em particular violência sexual e baseada em gênero, são inimagináveis. Devem ter fim imediatamente”, declararam, exigindo a libertação de “cidadãos japoneses e sul-coreanos sequestrados”.

“A situação terrível, senão trágica, do povo norte-coreano se deve exclusivamente às políticas cínicas do regime, que prioriza as armas nucleares”, em vez de alimentar sua população.

Entre 2014 e 2017, o Conselho de Segurança costumava realizar uma reunião pública anual sobre violações de direitos humanos na Coreia do Norte, mas desde 2018 elas deixaram de acontecer devido à oposição da China e da Rússia e ao número insuficiente de membros da entidade para convocá-las, já que são necessários ao menos nove.

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