Com Biden, Bolsonaro tenta demonstrar força na Amazónia com menos tropas - Plataforma Media

Com Biden, Bolsonaro tenta demonstrar força na Amazónia com menos tropas

Ministro da Defesa fala em evidenciar ao mundo a presença no bioma, mas operações não devem se repetir.

A eleição do democrata Joe Biden para a Presidência dos EUA fez o governo de Jair Bolsonaro adotar o discurso de ocupação militar da Amazônia como demonstração de força a outros países. A estratégia, porém, pode ficar só na retórica: o governo brasileiro deve ter uma menor presença de militares na região nos próximos dois anos.

A posição sobre mostrar ao mundo que a Amazônia não está abandonada foi externada pelo ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva. Em um ofício enviado em 9 de dezembro à Câmara dos Deputados, para explicar a maior operação de simulação de guerra já realizada na região, em 2020, o ministro defendeu a estratégia.

“As operações militares realizadas na Amazônia evidenciam ao mundo que o Brasil tem se preocupado em estar presente nessa estratégica porção do território nacional”, disse o titular da Defesa, pasta à qual estão ligados Exército, Aeronáutica e Marinha.

Naquele momento, Biden já havia sido eleito presidente dos EUA. Cinco dias depois, o Colégio Eleitoral confirmou a vitória do democrata na disputa presidencial norte-americana.

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